Baseado num romance de James Ellroy (o mesmo de Los Angeles - Cidade Proibida), Dália Negra é um filme noir por natureza, recheado de mulheres fatais, cenas subjetivas, trilha característica, imagens estilosas, triângulo amoroso e narração em off. Mas tudo isso não o torna um grande filme. Dirigido pelo calejado Brian De Palma (dos fantásticos e longínquos Os Intocáveis e Scarface), o filme começa bem, tem fotografia primorosa, frases de efeito e algumas cenas "De Palminianas" (em especial a do descobrimento do corpo e a sequência da escadaria). Mas prejudicado por suas soluções pouco prováveis e com clima excessivamente arrastado, De Palma nos apresenta a uma história cheia de pontas soltas e ritmo frouxo.Sem falar nas más atuações de duas excelentes atrizes, que aqui fazem mulheres fatais: Scarlett Johansson, desperdiçando sua beleza e brincando com sua piteira; e Hilary Swank, totalmente perdida num papel sem nenhuma inspiração. Apenas corretos estão Josh Hartnett e Aaron Eckhart, enquanto Mia Kirshner simplesmente seduz com seu jeito de menina e olhos penetrantes.
Baseado em fatos reais e por tudo que prometia, Dália Negra poderia ter sido um filmaço. Longe de ser ruim, esse novo De Palma é um suspense policial morno e deixa uma sensação de que está faltando alguma coisa em sua essência.
DÁLIA NEGRA (The Black Dahlia, EUA/ALE, 2006). De Brian DePalma.
Com Josh Hartnett, Aaron Eckhart, Scarlett Johansson, Hilary Swank e Mia Kirshner. 121 min.
Cotação: Regular. Nota: 6,0
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Guia Vida & Arte, em 13/10/2006.
Trilha Sonora nas Caixetas: Tal Segredo, Karranka.

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