quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Literalmente "A Felicidade Não se Compra"

Depois da Quebra da Bolsa de Valores de 1929 nos EUA, veio a Grande Depressão. Período marcado por esfacelamento familiar, suicídios, fome generalizada e queda vertiginosa na qualidade de vida dos americanos.

Exatamente a partir desse período, surgiu um cineasta de grande sensibilidade e otimismo a toda prova: Frank Capra. Vencedor de três Oscars de melhor diretor (em 1934 por Aconteceu Naquela Noite, em 1936 por O Galante Mr. Deeds e em 1938 por Do Mundo Nada se Leva), Capra fazia filmes para divertir, com mensagens que exaltavam o poder da vida e a felicidade.

Em A Felicidade Não se Compra (It´s a Wonderful Life, 1946), Capra atinge seu ápice, combinando humanismo latente com harmonia entre felicidade individual e coletiva. Seu filme nos leva a uma jornada rumo aos sentimentos mais puros e verdadeiros existentes nos seres humanos: a solidariedade, o amor ao próximo e a própria vida.

Hoje, devido a desumanização da atual sociedade cimentado principalmente pelo consumismo, sentimentos como estes sempre ficam presos no nosso peito por razões egoístas.
E toda vez que assisto ao filme A Felicidade Não se Compra (e olha que não foram poucas) sinto como se eu pudesse fazer algo por alguém, que minha vida importa sim, independente de como esteja e que o amor pode construir algo verdadeiro e maravilhoso.

Meus sentimentos soaram melosos ou perfeitos demais?
É apenas o que sinto após assisti-lo.

A história: É véspera de Natal, e o bom moço George Bailey (James Stewart, demais), está preste a suicidar-se quando é impedido por um anjo da guarda, que tem a missão de mostrar a Bailey o que seria da sua comunidade se ele não tivesse nascido. Então...

Escolhido pelo National Board/EUA e pelo Círculo de Críticos/ESP como melhor filme do ano, foi vencedor do Globo de Ouro de melhor direção (Frank Capra), e ainda indicado para 5 Oscars: melhor filme, diretor, ator (James Stewart), edição e som.
Disponível em VHS (locação) e DVD (tanto para locação quanto para venda), A Felicidade Não se Compra está marcado no meu peito e na minha mente como um dos mais belos filmes já feitos. Para rir, chorar e se emocionar, uma lição sincera e atemporal para toda a vida.

E como diz o título original: É uma vida maravilhosa! (e haja lágrimas).

> Originalmente publicado no site http://www.solcultura.com.br/ (coluna Iscrípite), em 28/12/2005.
Trilha Sonora nas Caixetas: The Way, Fastball.

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