
Já Wilson produziu e estrelou nesse novo Dois É Bom, Três É Demais que se denomina uma comédia. Uma comédia que ora quer ser pastelão, ora tenta ser uma comédia inteligente, uma pitadinha de romance, mas que de tão irregular não consegue achar seu tom ideal.
A história gira em torno de Carl (Matt Dillon, indicado para o Oscar de Coadjuvante por Crash - No Limite) e Molly (Kate Hudson, linda!), que após casarem têm de agüentar o padrinho de casamento (Wilson) instalado na sua casa temporariamente.
O amalucado Wilson têm algumas tiradas cômicas, todas elas físicas e de pouca sutileza, mas nada que faça o filme decolar, beirando até a forçação de barra.
Com um enredo que a gente sabe onde vai dar, tudo que esperamos é que surja uma cena que nos faça pelo menos dar uma bela risada. Mas o que vemos na tela causa apenas alguns sorrisos amarelos. Muito pouco para quem já fez meio mundo se esbaldar de rir com Penetras Bons de Bico (com Owen Wilson) e se divertir com uma inteligente comédia romântica Como Perder Um Homem Em 10 Dias (com Kate Hudson).
Ah, e Michael Douglas faz uma ponta como o pai (durão) da noiva. Nessas alturas, já não importa tanto. Para quem curte uma comédia bobinha, vale arriscar.
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Guia Vida & Arte, em 22/09/2006.
Trilha sonora nas caixetas: Vendedor de Cajuína, Conjunto Roque Moreira.

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