
Cleveland Heep (Paul Giamatti, tímido e cômico naturalmente) descobre uma Narf (Bryce Dallas Howard, maravilhosa de tão pura e frágil), uma criatura vinda do Mundo Azul para ajudar os homens, em especial um escritor, que tem como missão escrever algo que vai inspirar toda a humanidade a escutar sua voz interior, a voz da razão, do sentimento puro e da paz.
De narrativa irregular, seu roteiro por vezes consegue transparecer com simplicidade suas mensagens de fé, mas seus sentimentos nem sempre fazem da sua fábula uma perfeita história de ninar. À medida que a história avança, seu nível de suspense compete de igual para igual com lances de comédia involuntária e frases de efeito.
Como cenário temos um condomínio, que funciona como um microcosmo do mundo, habitados por tipos esquisitos que beiram o caricatural, com analogias a sentimentos de perda, proteção e sua busca de um sentido maior para a vida.
Mas quem são os Scrunts, os Tartutics e a Grande Eatlon? Personagens do seu mundo particular que habitam esse A Dama na Água, onde tudo que Shyamalan pede é que escute sua voz interior e acredite no que se passa na tela grande. Afinal, o cinema ainda é um lugar mágico.
A DAMA NA ÁGUA (Lady in the Water, EUA, 2006).
De M. Night Shyamalan. Com Paul Giamatti, Bryce Dallas Howard, Jeffrey Wright, Bob Balaban, Freddy Rodriguez e M. Night Shyamalan. 110 min.
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Guia Vida & Arte, em 08/09/2006.
Trilha sonora nas caixetas: Temporal, Enverso.

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