Vamos ao fiapo de roteiro: Uma onda gigante e traiçoeira faz o milionário transatlântico Poseidon tombar em plena comemoração de Ano Novo. Submersos em agonia, os passageiros tentam desesperadamente sobreviver a todo custo. Inundações, incêndios, explosões, desabamentos e uma contagem de corpos altíssima comprovam a intenção de ser filme-catástofre, que só não é realmente uma catástofre graças a duas coisas: ao veterano diretor Wolfgang Petersen (de Mar em Fúria e Tróia), que tem habilidade de sobra para manejar cenas com alto nível de tensão e conta com um arsenal de efeitos especiais de última geração. Toda tensão que U$ 160 milhões de dólares possam pagar.Mas tudo isso não consegue comprar um roteiro em que apenas acompanham-se as cenas de perigo, mas sem o envolvimento dramático com os personagens (diferentemente do original). Percebem-se atores sem rumo (Kurt Russell, Richard Dreyfuss, Emmy Rossum e Josh Lucas) com personagens nada trabalhados e afogados em diálogos pífios e risíveis.
Se fosse um filme mudo seria perfeito, vale como diversão passageira e só.
POSEIDON (idem, EUA, 2006). De Wolfgang Petersen.
Com Kurt Russell, Richard Dreyfuss, Emmy Rossum e Josh Lucas. 96 min.
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Vida & Arte, em 30/06/2006.
Trilha sonora nas caixetas: Liar, Cliftons.

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