Contar muito sobre o filme antes de assisti-lo não seria nem um pouco bacana, aqui conto apenas um esboço da história: confundido com outra pessoa, Slevin (Hartnett) entra num jogo de mortes e traição entre dois gângsters (Freeman e Kingsley) e um matador profissional (Willis). Ao mesmo tempo envolve-se com sua vizinha, uma bela legista (Liu). A cada passo os desdobramentos vão aumentando e as cenas tornam-se cada vez mais interessantes, com um detalhe: é um filme policial, mas quase não contém cenas de ação e ainda assim consegue prender o espectador. Esse é o poder de uma boa história.
Tentar adivinhar o que sucede a cada cena é bobagem. Concentre-se e receba tudo que passa na tela como um grande blefe, mas positivamente. Assim, você poderá absorver todas as surpresas que são jogadas na tela com bastante estilo pelo diretor Paul McGuigan (de Amor à Flor da Pele).
Com um final imprevisível, Xeque-Mate lembra muito os filmes do diretor Guy Ritchie (Snatch - Porcos e Diamantes; Jogos, Trapaças & Dois Canos Fumengantes) e funciona como algo entre Jackie Brown e um sub Pulp Fiction - Tempo de Violência.
XEQUE-MATE (Lucky Number Slevin, EUA/ALE, 2006). De Paul McGuigan.
Com Josh Hartnett, Bruce Willis, Morgan Freeman, Ben Kingsley, Lucy Liu, Stanley Tucci, Danny Aiello, Mykelti Williamson e Sam Jaeger.
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Guia Vida & Arte, em 29/09/2006.
Trilha sonora nas caixetas: Nonono, Conjunto Roque Moreira.

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