
Premonição 2 trazia no elenco apenas uma sobrevivente do filme anterior e dessa vez somos apresentados a um acidente rodoviário, numa incrível seqüência de colisões numa auto estrada. O início prometia, mas depois a seqüência dá uma descambada para cenas em que o riso é inevitável. Ficou no meio termo, assim um terror engraçadinho. Alguns milhões de dólares depois chegamos a esse Premonição 3.
Agora não existe mais nenhum personagem de ligação entre os filmes, apenas o nome como franquia e a mesma história contada de novo. Garota prevê um acidente fatal para todos os ocupantes de uma montanha-russa. Desacreditada é retirada do brinquedo na companhia de alguns conhecidos, porém sua premonição torna-se realidade. Aí começa uma luta pela sobrevivência. Tudo que os anteriores tinham de bacana (mortes criativas, cenas aterrorizantes e um sentido para a história) transformam-se em coisa nenhuma. Aqui temos personagens estereotipados em situações forçadas e tudo que esperamos acontecer são novas formas de morrer estupidamente. Nem mesmo o retorno do diretor original, James Wong, ajudou no produto final. Na verdade esse é o pior filme dos três.
O mote da série Premonição é que os personagens sempre tentam enganar a morte, mas dessa vez com mais risos (involuntários) do que sustos.
PREMONIÇÃO 3 (Final Destination III, EUA, 2006).
De James Wong. Com Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Kris Lemche, Alexz Johnson, Sam Easton e Jesse Moss. 93 min
> Originalmente publicado no jornal O Povo, caderno Guia Vida & Arte, em 21/07/2006.
Trilha sonora nas caixetas: Asas, Maskavo.

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