domingo, 27 de janeiro de 2008

Melhores (e Piores) Filmes de 2006

Depois de 200 filmes vistos no decorrer no ano chego à conclusão de que o ano que passou foi um pouco pior que o anterior (não tive grandes indecisões no top 10), enquanto da lista com os piores (que vêm nas Informações Especiais), poderia ter sido facilmente um top 20 ou 30.

Lembrando que me atenho a escrever apenas sobre os filmes que eu assisti e foram lançados comercialmente no Brasil durante o ano de 2006 (em cartaz a partir de 1º de janeiro de 2006 à 31 de dezembro de 2006), independente do ano de produção dos mesmos.

Sem bajulação nem indo na corrente de ninguém, apenas levando em consideração minhas percepções sobre o que assisti nos cinemas e que de certa forma contribuíram para a sétima arte, trazendo imagens e sons carregados de emoção e significados especiais, com a mente e os olhos abertos para mais e melhores filmes em 2007.

Seguem abaixo os 10 mais do ano de 2006:

1. Os Infiltrados (The Departed, 2006).
Martin Scorsese volta ao submundo da violência policial, com agentes duplos, máfia irlandesa, cenas memoráveis, interpretações poderosas de um elenco irrepreensível, que incluem DiCaprio, Jack Nicholson Matt Damon, Alec Baldwin, Mark Whalberg e Martin Sheen. 6 Indicações para o Globo de Ouro (filme, diretor-no qual venceu, roteiro, ator-drama para DiCaprio e coadjuvantes para Nicholson e Whalberg) e rumo ao Oscar.
2. Vôo United 93 (United 93, 2006).
Baseado em fatos acontecidos durante os atentados de 11 de setembro de 2001, quando um quarto avião seqüestrado teria como alvo a Casa Branca e foi desviado pelos passageiros numa insurreição sufocante. Dirigido habilmente por Paul Greengass (de A Supremacia Bourne), com um elenco desconhecido e num tom documental, o filme é permeado de imagens tensas e que parecem ser reais de tão brutas.

3. O Grande Truque (The Prestige, 2006).
Uma batalha entre dois mágicos no século passado. De um lado Christian Bale (o novo Batman), do outro Hugh Jackman (o Wolverine). Dando suporte a beleza de Scarlett Johanson e a classe de Michael Caine. Na direção o talentoso fomentador de imagens Christopher Nolan (de Amnésia, Insônia e Batman Begins). Imperdível e surpreendente.

4. O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006).
Aos olhos de uma garota vemos parte da ditadura de Franco na Espanha do início do século. Mas o que ela percebe, e é envolvida numa fábula, na qual aparecem criaturas mágicas, um Fauno com missões a serem cumpridas e um tom de horror fantástico. Co-produção entre Espanha e México dirigida habilmente por Gullermo Del Toro (de Hellboy). Atuações envolventes e produção de primeira fazem um filme de cair o queixo.

5. O Ano que Meus Pais Saíram de Férias (Idem, 2006).
Brasil 1970. Um garoto é deixado pelos pais na casa do avô enquanto passam suas férias fora do Brasil (na verdade eles estão fugindo da ditadura militar). Suas vivências e descobertas são tão gostosas de assistir que dá vontade até de ser criança de novo.

6. Volver (Idem, 2006).
Pedro Almodóvar e suas mulheres. Com uma estória de cunho familiar, entre mãe, filhas, neta e tia, Almodóvar volta a casar adequadamente e sem atropelos o fazer rir (sem exageros) e o emocionar (naturalmente). Tocante quando tem que ser tocante (Penélope Cruz cantando é brincadeira), fazendo rir quando deve fazer rir, com sutileza.

7. Ponto Final – Match Point (Match Point, 2005).
Uma estória de paixão avassaladora (quem não se apaixonaria por Scarlett Johanson?), ambição, traição e mortes. Sim, é um filme de Woody Allen, e um senhor drama com traços do livro Crime & Castigo de Dostoievski. A que ponto chega a ambição humana?

8. Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006).
Com um elenco encantador (que inclui Steve Carell, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Colette, Paul Dano e a revelação Abigail Breslin) e um estória que inclui uma família desajustada numa kombi velha cruzando o país para levar a filhinha em busca do seu sonho de ser uma pequena miss. Engraçado e emocionante, um filme para se ver deliciando cada cena.

9. Munique (Munich, 2005).
Spilberg dirige com gosto um filme sobre uma vingança. E que vingança. Depois do assassinato de 11 atletas israelenses na Olimpíada de Munique em 1972, armado pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro vem o contra-ataque. O grupo israelense Mossad vai atrás dos palestinos, e tome tensão. Com grande elenco (Eric Bana, Daniel Craig e Geoffrey Rush), Munique é um filme obrigatório. Sua alma tem preço?
10. Obrigado Por Fumar (Thanking For Your Smoking, 2006).
Comédia ácida até a última ponta, com atuação de primeira de Aaron Eckhart e diálogos fantasticamente inteligentes. Indicado para o Globo de Ouro de melhor filme-comedia e ator-comédia para Eckhart, o filme conta a estória do lobbista da indústria de tabaco e suas agruras ao se envolver com uma jornalista com segundas intenções. Acenda essa idéia.

Menção Honrosa: V DE VINGANÇA (V for Vendetta, 2006).
Filme de ação politizado, com a delícia Natalie Portman (Evey) como o objeto de desejo do anti-herói mascarado Hugo Weaving (V) Baseado numa graphic novel de Alan Moore, adaptado e produzido pelos Irmãos Washowski (da Trilogia Matrix), o filme se passa num futuro não muito distante no qual “V” comete atos de terrorismo contra um regime totalitário. Faz pensar e diverte muito.

INFORMAÇÕES ESPECIAIS: OS PIORES FILMES DE 2006.

Em 2006 o cinema sofreu muito, por causa dos PIORES filmes que passaram (infelizmente) pela tela grande. È difícil até enumerar, mas enfim abaixo segue a relação das bombas:
1. Muito Gelo e Dois Dedos D´Agua (Idem).
Na tentativa (frustada) de repetir o êxito comercial do filme anterior (Se Eu Fosse Você), o diretor Daniel Filho fez uma comédia imbecil, cheias de situações bizarras e atuações ridículas. Muita besteira e dois dedos de bobagem. Um lixo completo.
2. Bandidas (Idem).
Um misto de western, com comédia pastelão e aventura que traz Penélope Cruz e Salma Hayek como uma dupla de bandidas que assaltam bancos para dar aos pobres no Novo México do início do século. Situações constrangedoras e piadas sem graça permeiam todo o longa.
3. Protegida por um Anjo (Half Light).
Suspense patético, com atuação pífia da decadente Demi Moore. Estorinha que mistura mortes inexplicáveis, possíveis reencarnações, almas que salvam os vivos e sustos inexistentes. Porcaria sem futuro.
4. O Grito 2 (The Grudge 2).
Continuação caça níqueis do já muito ruim O Grito, que não passa de conversa para qualquer um dormir travestido de terrorzinho adolescente. Não provoca sustos, apenas muito sono, além de ser totalmente sem sentido.
5. Armações do Amor (Failure to Launch).
Pretensa comédia romântica com inteligência que afunda em clichês e bobagens sem limite. Pais contratam uma especialista em tirar de casa os quarentões acomodados, mas eles acabam se apaixonando. Sarah Jessica Parker e Matthew McConaughey têm charme de sobre, o filme nenhum.
6. Instinto Selvagem 2 (Basic Instinct 2: Risk Addiction).
O que seria a volta por cima de umas das atrizes mais sexy da estória do cinema transformou-se num retumbante (e merecido) fracasso. Ruim e com uma estória que praticamente repete (mal) o primeiro, onde nem as cenas de sexo se salvam. Sharon Stone continua linda e em forma, mas seus filmes há muito não prestam.
7. Serpentes a Bordo (Snakes on the Plane).
Trash até o último segundo, Serpentes… têm cenas grotescas e totalmente risíveis e conta com um Samuel L. Jackson fazendo pose de fodão. Um filme de terror que não mete medo em ninguém e uma estória sem pé nem cabeça. Trash, trash e trash, bisonho e risível.

8. Menina.Má.Com (Hard Candy).
Quando um filme tenta fazer barulho por causa do tema polêmico abordado (aqui no caso a pedofilia), mas simplesmente não consegue nem atingir um nível de coerência ou crível com as situações expostas, torna-se um martírio suportar os pouco mais de noventas minutos de filme. Triste (de ruim).
9. Tudo Por Dinheiro (Two for the Money).
Um tremendo remendo (mas cheio de rombos) de Wall Street, Adovogado do Diabo, A Firma e de outros filmes, Tudo Por Dinheiro não vale o elenco que tem (Al Pacino, René Russe, Matthew McConaughey e Armand Assante) e nem o dinheiro do ingresso/ locação.

10. O Sacrifício (The Wicker Man).
Bem que Nicolas Cage tentou. Comprou os direitos de um suspense obscuro dos anos 70 chamado O Homem de Palha, produziu e atuou no longa, mas o resultado passa longe de satisfatório, tornando-se quase um sacrifício de assistir. Cage tenta de novo, dessa vez não deu.

Menção Desonrosa: O CÓDIGO DA VINCI (The Da Vinci Code, 2006).
Sem ritmo, frouxo, chato e muito longo. Blá blá blá interminável que não faz jus ao seu sucesso estrondoso de bilheteria.

> Originalmente publicado no site http://www.opovo.com.br/ (coluna Script), em 22/01/2007.
Trilha Sonora nas Caixetas: Show Me How To Live, Audioslave.

Um comentário:

Anônimo disse...

vos si qye estas loco!!!!
se nota que ves peliculas
codigo davinvi no esta entre los peores ignorante!!!!!
anda al cine e informate mejor ademas
O Ano que Meus Pais Saíram de Férias y volver no estan entre los mejores!!!!!